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Meta revela nova linha de óculos inteligentes na Connect

Durante o Meta Connect, o CEO Mark Zuckerberg anunciou uma nova linha de óculos inteligentes e de hardware de realidade mista, reforçando a aposta da empresa em que os wearables se tornem uma das principais portas de entrada para os seus serviços digitais. Entre os produtos estão um headset VR mais fino, os primeiros óculos inteligentes da empresa sem câmara e modelos Ray-Ban Meta atualizados, incluindo o Ray-Ban Meta Audio e o Ray-Ban Meta Gen 3. Em conjunto, mostram uma Meta a tentar cobrir gostos, preços e preferências de privacidade diferentes. Os óculos sem câmara são o destaque. Modelos anteriores de óculos inteligentes foram criticados por defensores da privacidade, porque as câmaras discretas permitiam gravar pessoas sem consentimento claro. Ao oferecer uma versão sem câmara, a Meta parece querer responder a essa reação sem deixar de manter os utilizadores ligados a assistentes de IA, áudio e notificações. Já os Ray-Ban Meta Audio e Gen 3 levam a fórmula mais longe, com funcionalidades melhoradas e integração mais profunda com os serviços de IA da Meta. A Meta posiciona os óculos inteligentes como algo mais do que um acessório. A visão da empresa é que sejam assistentes sempre disponíveis, capazes de dar ajuda em tempo real, traduzir conversas, identificar objetos ou responder a perguntas por voz e áudio. Para isso é preciso hardware leve, boa autonomia de bateria e uma IA que responda depressa, sem obrigar o utilizador a tirar o telemóvel do bolso. O headset VR mais fino segue a mesma lógica: tornar a computação imersiva mais confortável durante sessões mais longas. Ainda assim, a adoção não vai depender só das especificações. É preciso convencer os consumidores de que usar câmaras e microfones no rosto é útil e não assustador. Empresas e pessoas que estejam por perto podem exigir indicadores claros de gravação e novas normas sociais. Os programadores, por sua vez, precisam de motivos para criar experiências para estes dispositivos. A lista apresentada na Connect não é tanto um avanço isolado, mas o alargamento de um ecossistema de wearables. Se a empresa conseguir equilibrar privacidade, design e utilidade da IA, espera que os óculos inteligentes acabem por parecer tão normais como um relógio ou uns auriculares.

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